Imprensa


23/09/2019

Bancos têm crédito para atividades turísticas

 

A Caixa e o Banco do Nordeste (BNB) continuam com boas ofertas de crédito para o turismo. A Caixa voltou a oferecer o Fungetur, linha para micros, pequenas e médias empresas que foi reativada com um aporte de R$ 15 milhões do Ministério do Turismo (MTur) para o Nordeste. Os financiamentos cobrem 80% dos custos de obras civis e a aquisição de máquinas e equipamentos para empresas que trabalham direta ou indiretamente com o turismo.

 

De acordo com o superintendente Corporativo da Caixa em Pernambuco, Bruno Montanha, para ter acesso à linha é preciso estar no Cadastur, o sistema de cadastro do MTur para pessoas físicas e jurídicas. “O Fungetur é direcionado às empresas com faturamento anual de até R$ 30 milhões, em 2018. É um teto que abarca a maioria de bares, restaurantes, pousadas, locadoras e empresas que transportam turistas”, afirma, adiantando que se a demanda passar dos R$ 15 milhões, é possível buscar um aumento do aporte.

 

Os encargos do Fungetur para obras civis são de 6% ao ano + INPC, com até 240 meses para pagamento e até 60 de carência. Para as máquinas e equipamentos, a taxa cai para 5% + INPC ao ano e os prazos ficam em 60 meses para pagar e 12 de carência. “O turismo tem resistido à crise e com dólar mais caro, a tendência é de fortalecimento do turismo interno. É uma frente de reativação da economia que queremos induzir este movimento”.

 

De acordo com o consultor Ricardo Di Cavalcanti, a procura por financiamentos no setor estava parada há cerca de quatro anos, mas vem aumentando este ano. “As demandas em Pernambuco estão vindo do interior e de cidades do litoral, só não do Recife”, declara Di Cavalcanti, que elabora projetos para captação de recursos e incentivos fiscais. Os empreendedores, segundo ele, estão atrás de dinheiro para instalação de parques temáticos e outros equipamentos de lazer e hospedagem.

 

Segundo o consultor, o BNB está oferecendo uma oportunidade de reativação de pousadas e hotéis que estejam parados há pelo menos um ano. Os recursos são do FNE e o financiamento cobre entre 80% e 90% dos custos das reformas e obras de construção, de acordo com a localização e o porte da empresas. “A proposta é restabelecer a operação de ativos produtivos”, observa Di Cavalcanti.

 

As empresas podem ser de qualquer porte, o prazo de pagamento é de 12 anos, com até quatro de carência e a garantia pode ser o próprio imóvel.

 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO
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ETIENE RAMOS

Eficácia na aprovação de crédito e de incentivos fiscais
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